segunda-feira, 28 de abril de 2008

devaneio variante


Se eu penso que, aos sete anos, o que me enchia até o pescoço de felicidade era escrever e desenhar com lápis-de-cor de ponta feita, parido de imediato do saquinho da papelaria; hoje o que me satisfaz é semelhante: com a os dedos incertos, pegar o grafite e riscar e riscar a página pálida até arredondar a ponta que é nova e partir daí para escrever.
As coisas não mudam tanto, as sensações não mudam nada. Somente as cabeças, que de pequenas, mentes nem cabem, é que variam.

5 comentários:

alice disse...

'lápis-de-cor de ponta feita, parido de imediato do saquinho da papelaria'

hmmm, delícia.

cavaliersansmerci disse...

No tempo em que pequeno eu sabia escrever, eu rabiscava um nome infinitas vezes para poder, como um mantra, realiza-lo. Nos dias em que vivo por escrever, eu rabisco nomes que me alimentam diariamente, como esses devaneios variantes seus.

João Freitas disse...

Não, não é devaneio.

As coisas e as sensações são imutáveis, desde que saibamos respeitar o passar dos anos. Não precisariamos ter uma cabeça para que caibam as nossas mentes. Se nós, maturamente,mantermos os 7 anos, teremos como o lar do pensamento, o largo mundo.

Eu por exemplo, tenho 7 anos e uns 130 meses.

Sou mais feliz assim, pelo menos enquanto houver lápis de cor de ponta feita para deixarmos as coisas mais coloridas.

Te espero no rio, guria. E não esqueça da sua caixa de lápis de cor.

Grande Beijo!
se cuida!

Pedro Jansen disse...

de um jeito ou de outro, isso significa crescer? :)

André disse...

sei demais, cara, sei demais.

é só que noite de frente fria não tem lápis que resolva, stalingrado?