quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

há dias


há dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.
esses dias eu me parti em pátios partidos de carnaval.


foto por caio bruno por uma calçada festiva de sta tereza.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

a tragédia da cor



O choque foi tamanho que
o amarelo queimou o bolo,
o branco perdeu a voz na missa e
o azul marinho decidiu se jogar ao mar.
o preto de luto anunciou:

- o marrom morreu.






(Pinacoteca, velório no local até as 16h.)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

eu só pretendo um dia ter uma retina reflex,

e ser uma tentativa humana de contemporaneidade sempre.
mas não importa o que eu tome, o que eu ponha nos olhos. sempre vai serenar agonia pela frente para parecer anos 60.



Era dela

Ela trouxe no bolso
Um quilo de tempo
2 litros calmos
Dieta de metros

5 azuis.
Pensei. Era pós-moderna.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Garçon, você aí, de novo...

- ...mas e se a vida só se fez de louca?
- então, conhaque pros valentes, menina.


(deus, eu passo sete dias úteis traçando nove dias fúteis.)

sábado, 28 de novembro de 2009

Garçon,

um copo de vida sem caos, por favor...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

a menina que fuma sabão não chora mais.




ela vibra e sopra o clichê, o salmão, o tripé.

sábado, 7 de novembro de 2009

tô sentindo aquilo que senti naquele dia em que nós dois sentimos a vontade sincrônica de distribuir boa tarde a estranhos e esquisitos gratuitamente.

a bobagem assola, a duna inunda, e a palavra mais bonita desses dias ser alumbramento.