e depois de querer ser magnólia, tentar ser bicicleta em copacabana, hoje só tem treinado ser chuva e cor.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
eu sou o sol em cartão postal

minha distância não é fácil de dissimular. a falsa falta de verborragia se encontra com um jeito torto um afastamento. não é por mal, não. talvez seja pela praia, que é também chamada de convite aos livros semi-lidos. podem ser os ais e os hão de ser da cidade e seus cinemas. ou pode ser, vagamente, uma toca que me meto, que eu enrolo no pescoço de tricô, de vento frio, joelhos dolores e saudade comprimida.
salvo o falso moralismo, sigo de passagem e sigo bem. divagar sobre o "sinto falta" não amadurece nem rejuvenesce, só dói. então, estanco.
do instinto viajante de passagem que me cerca, ainda me cora o peito não alcançar/tocar o singelo e branco atébreve.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
pedaço de carne cercado de água por todos os lados
domingo, 8 de março de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
dolores duran
eu tenho estado distante de computador, som ou tv na minha casa. porque tenho dedicado meus olhares todos ao quarto, ao espaço preenchido e esgotado do meu quarto. têm a coleção de canecas, os livros, os discos, os filmes e a disputa de saudosismo. tento pesar mentalmente e sentimentalmente cada objeto, e penso em encaixar em malas e caixas de papelão os que pesarem mais, nos dois quesitos. e sei que o peso substancial é menos relevante.
quero carregar minhas pessoas na forma dos meus objetos. e é uma dor sem tamanho despersonificar todas elas.
seus cheiros e falas tento encontrar nos papéis e cds.
carioca 1.954
quero carregar minhas pessoas na forma dos meus objetos. e é uma dor sem tamanho despersonificar todas elas.
seus cheiros e falas tento encontrar nos papéis e cds.
carioca 1.954
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
lacuna
sei que só sei dirigir com pressa e com a mão cortando o vento, pra assim pensar em idéias. no quanto eu não escrevo mais é sempre uma frequente que me passa, e assim certificar que eu não escrevo mais porque só penso no que escrever enquanto dirijo.
o inferno é eterno e virar a chave é esquecer.
o inferno é eterno e virar a chave é esquecer.
como se morrer fosse desaguar
num cheiro vermelho, eu sinto o amor como escudo. esperei por muita calmaria para deixar de senti-lo com um gosto branco-sem-sal.
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