segunda-feira, 6 de abril de 2009

pedaço de carne cercado de água por todos os lados


assusta a vontade de te ter, e de te falar do teatro que eu começo terça e do ar rarefeito quando eu subo até a cobertura.
quero te parar por uma tarde, te mostrar um quadro do Klee e perguntar: "- o que te dá?"


nada disso, em nenhum que seja qualquer instante,
me des-ilha.

domingo, 8 de março de 2009

soy boi


cows don't have a caos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

dolores duran

eu tenho estado distante de computador, som ou tv na minha casa. porque tenho dedicado meus olhares todos ao quarto, ao espaço preenchido e esgotado do meu quarto. têm a coleção de canecas, os livros, os discos, os filmes e a disputa de saudosismo. tento pesar mentalmente e sentimentalmente cada objeto, e penso em encaixar em malas e caixas de papelão os que pesarem mais, nos dois quesitos. e sei que o peso substancial é menos relevante.
quero carregar minhas pessoas na forma dos meus objetos. e é uma dor sem tamanho despersonificar todas elas.
seus cheiros e falas tento encontrar nos papéis e cds.

carioca 1.954

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

lacuna

sei que só sei dirigir com pressa e com a mão cortando o vento, pra assim pensar em idéias. no quanto eu não escrevo mais é sempre uma frequente que me passa, e assim certificar que eu não escrevo mais porque só penso no que escrever enquanto dirijo.
o inferno é eterno e virar a chave é esquecer.

como se morrer fosse desaguar

num cheiro vermelho, eu sinto o amor como escudo. esperei por muita calmaria para deixar de senti-lo com um gosto branco-sem-sal.

sábado, 22 de novembro de 2008

sinto.


"sinta o drama", legisla a máxima latina.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

amor líquido

só poderia ser líquido o meu. como haveria de ser sem ser amor-água, amor-coca, amor calmo como suco de maracujá..? há que sofra com amor pedra, de dureza incalculável e amor-cansado, que pesa dentro de quem insista em se solidificar e virar muro para toda a gente ou bomba pra quem se ama. há quem viva de amor-ar, sentimento tão perdido que não se toca, pega ou joga fora. ele fica pra ser sentido como os vapores e vento, fazendo calor ou frio via sensações térmicas vazias de razão. não cai pra dentro ou vai embora, só evapora.
o meu amor bate em pedra dura e molha de suor qualquer faísca de paixão. o meu amor faz calor por todos os poros sem precisar se desmaterializar, vira brisa macia e paupável nas tonalidades e cor laranja.
meu amor é quase toda minha alma efêmera e submarina, da cabeça aos pés.